Álcool nas Universidades
Segundo a Cisa ( Centro
de Informações sobre Saúde e Álcool ), a Secretaria Nacional de Políticas sobre
Drogas (SENAD), em parceria com o Programa do Grupo Interdisciplinar de Estudos
de Álcool e Drogas do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo (GREA-FMUSP), com intuito de compreender
o comportamento dos jovens brasileiros e o uso de bebidas alcoólicas e outras
drogas tendo como foco as implicações que estas substancias acarretam para
a saúde e o desempenho acadêmico, foi
realizado o I Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool, Tabaco e Outras
Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras. Verificou-se que os
universitários fazem uso frequentes de álcool, sendo um padrão que merece especial atenção por ser um fato
social normal.
Desde que o aluno entra
para a Universidade, ele sofre uma coerção muito forte por parte de seus
colegas, que fazem com que o individuo se sinta obrigado a participar de trotes
envolvendo bebidas, e todas as festas também, são realizadas com o consumo
excessivo de álcool.
Com intuito de
mobilizar toda a comunidade acadêmica pesquisadores da USP,UNESP e UNICAMP,
criaram há três anos o “Dia de
Alerta Sobre Uso Excessivo de Álcool nas Universidades” unindo esforços para
pensar em um problema que diz respeito a todos, pois a consequência do uso do
álcool não atinge só a quem bebe e sim a toda sociedade.
Segundo o Art. 207 da
Constituição Federal, as universidades gozam de autonomia didático-cientifica,
administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao principio
de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Logo, em virtude dessa
autonomia as instituições podem proibir, a venda e o consumo de bebida
alcoólica, determinado assim, as regras de convivência no espaço acadêmico, já
que vai de encontro ao seu proposito, pois, o álcool provoca alterações
cognitivas e comportamentais.

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